Revisão aponta pouca evidência de benefício do cannabis medicinal no sono
Estudo Cochrane analisou nove ensaios e concluiu que ainda não há provas suficientes de que a cannabis medicinal trate a insônia.
Uma revisão sistemática da Cochrane avaliou nove ensaios clínicos com 537 adultos entre 18 e 76 anos que usavam cannabis medicinal para insônia. O objetivo era verificar se o tratamento melhorava a qualidade ou a duração do sono e o funcionamento diurno.
Principais achados
Em oito comparações contra placebo e uma contra amitriptilina, a cannabis mostrou "pouco ou nenhum" efeito clínico relevante em qualidade do sono, satisfação, horas totais dormidas ou desempenho diurno. Os participantes relataram mais efeitos colaterais leves, como tontura e boca seca.
- efeitos colaterais leves mais frequentes
- qualidade de vida possivelmente alterada, mas com alta incerteza
Os autores ressaltam que a confiança nas evidências é baixa ou muito baixa, devido a amostras pequenas, curta duração dos estudos (máximo de 12 semanas) e grande variação nos produtos testados.
Espaço disponívelSua marca aqui728×90 · In-ArticleConheça o mídia kit →"The main message is that research is not sufficient", afirma a Dra. Lucia Varela, coordenadora do estudo. Ela recomenda que pacientes e profissionais considerem a grande incerteza e aguardem pesquisas mais robustas antes de adotar a cannabis medicinal como tratamento padrão para insônia.
Com informações de ScienceDaily — Sleep.
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As informações deste conteúdo são jornalísticas e não substituem consulta com médico, nutricionista ou profissional de educação física.



