Cientistas pedem declaração de emergência de saúde pública por mudanças climáticas
Quase 150 pesquisadores solicitam que a crise climática seja reconhecida como emergência global de saúde, destacando mortes por calor e secas extremas.
Um grupo de quase 150 cientistas de mais de 30 países assinou um pedido para que as mudanças climáticas sejam oficialmente declaradas uma emergência de saúde pública global. O pedido se baseia em dados do relatório anual Lancet Countdown, que aponta mais de meio milhão de mortes relacionadas ao calor em 2023 e quase 3 milhões desde 2016.
Impactos econômicos e sociais
O calor extremo eliminou 573 bilhões de horas de trabalho em 2025, afetando principalmente trabalhadores rurais e economias vulneráveis da África e Sudeste Asiático, onde as perdas chegaram a 5 % do PIB. Secas intensas ampliam o risco de insegurança alimentar, empurrando cerca de 128 milhões de pessoas para a fome em 2024.
Especialistas defendem a criação de um novo mecanismo da OMS, semelhante ao PHEIC usado na pandemia de covid‑19, para coordenar respostas globais e financiar adaptações nos sistemas de saúde.
Espaço disponívelSua marca aqui728×90 · In-ArticleConheça o mídia kit →"Isso não pode continuar", alerta Alan Dangour, diretor de clima e saúde da Wellcome Trust, ressaltando a necessidade de medir o sucesso das políticas climáticas em vidas salvas e bem‑estar.
Com informações de Folha — Equilíbrio e Saúde.
Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas a partir da fonte citada.
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