Formato das nádegas não indica níveis hormonais
A forma das nádegas depende da genética e da estrutura óssea, não refletindo o estado hormonal do organismo.
Apesar das recentes postagens nas redes sociais que associam o formato das nádegas a níveis de estrogênio ou cortisol, a ciência confirma que a aparência das nádegas não revela nada sobre os hormônios circulantes. A única forma confiável de conhecer seus níveis hormonais é por meio de exames de sangue.
Como o formato das nádegas se forma
O aspecto das nádegas resulta de três fatores principais:
- Genética: os genes determinam a estrutura óssea da pelve, o tamanho dos músculos glúteos e a predisposição ao acúmulo de gordura em determinadas áreas.
- Arquitetura óssea: a pelve pode ser classificada em quatro tipos – ginecóide, andróide, antropóide e platipeloide – que influenciam a largura e a profundidade da região glútea.
- Composição de tecidos: a camada de pele, a quantidade de gordura subcutânea e a massa muscular são responsáveis pelos contornos visíveis, variando ao longo da vida.
Cirurgiões plásticos costumam descrever as formas de glúteos como H, A, O ou V invertido, baseando‑se na combinação desses elementos. Alterações rápidas, como as provocadas por estresse ou ciclo menstrual, são mínimas e imperceptíveis, pois a retenção de líquidos ocorre de forma generalizada no corpo.
Com o avançar da idade, especialmente na menopausa, a queda de estrogênio pode mudar a distribuição de gordura, deslocando‑a da região dos quadris para o abdômen. Essa mudança é lenta e está ligada ao processo hormonal de longo prazo, não a variações pontuais de cortisol ou a situações de estresse agudo.
Na prática
Para quem treina, a mensagem principal é focar nos fatores que realmente podem ser modificados: a força e o volume dos músculos glúteos. Exercícios como agachamento, levantamento terra, hip thrust e avanços são eficazes para desenvolver a musculatura e melhorar a estética da região, independentemente da forma óssea.
Se houver dúvidas sobre níveis hormonais, alterações de peso ou sintomas específicos, a recomendação é procurar um profissional de saúde – médico ou endocrinologista – e solicitar exames laboratoriais. Nenhum visual pode substituir a avaliação clínica adequada.
Com informações de Folha — Equilíbrio e Saúde.
Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas a partir da fonte citada.
As informações deste conteúdo são jornalísticas e não substituem consulta com médico, nutricionista ou profissional de educação física.



