Consumo de alimentos ultraprocessados aumenta resposta cerebral e ganho de peso em crianças
Estudo aponta que crianças que ingerem mais alimentos ultraprocessados apresentam maior ativação do sistema de recompensa cerebral e aumento de gordura corporal ao longo de um ano.
Um estudo publicado no JAMA Network Open analisou 46 crianças entre 7 e 10 anos que, no início da pesquisa, apresentavam peso saudável. Os participantes foram avaliados quanto ao consumo de alimentos ultraprocessados – como cereais industrializados, pães embalados e sopas instantâneas – e submetidos a ressonância magnética enquanto observavam imagens de alimentos apetitosos.
Principais achados
- Maior ingestão de ultraprocessados correlacionou-se com maior atividade no estriado dorsal, região ligada à motivação e recompensa.
- Essa ativação mais intensa esteve associada a aumentos significativos de índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura corporal ao fim de 12 meses.
- Ao ajustar a análise para a resposta cerebral, a relação entre dieta e ganho de peso enfraqueceu em até 44%.
Os autores ressaltam que o estudo é observacional e não prova causa‑efeito. Como a pesquisadora Kathleen Page explicou, "Children's brains are still developing" e são particularmente sensíveis ao ambiente alimentar. Por isso, mudanças no padrão alimentar devem envolver estratégias familiares e comunitárias, e não apenas a responsabilidade individual.
Profissionais de saúde e nutrição podem usar esses dados para orientar pais sobre a importância de reduzir a oferta de alimentos ultraprocessados e privilegiar opções minimamente processadas, contribuindo para hábitos mais saudáveis desde a infância.
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Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas a partir da fonte citada.
As informações deste conteúdo são jornalísticas e não substituem consulta com médico, nutricionista ou profissional de educação física.



