Violência na infância pode elevar risco de demência em mulheres
Revisão sistemática indica que mulheres expostas a violência física ou sexual na infância têm risco 50% maior de desenvolver demência.
Pesquisadoras brasileiras, lideradas pela neurologista Raquel Molina (UFF), analisaram três estudos que investigam a relação entre diferentes tipos de violência e o desenvolvimento de demência. Os resultados foram apresentados em formato de pôster na conferência AAIC, em Londres, e ainda não foram publicados em revista científica.
Principais achados
- Mulheres que sofreram violência física ou sexual têm 50% mais de chance de desenvolver demência em comparação com quem não tem esse histórico.
- A associação é mais forte quando a violência ocorre na infância; abusos graves podem dobrar o risco.
- Violência praticada por parceiros íntimos na vida adulta mostrou associação menos consistente, com um estudo australiano não encontrando vínculo direto, mas apontando mortalidade precoce.
Os autores alertam que a evidência ainda é limitada e que a violência ainda não consta como fator de risco independente nas diretrizes médicas. Eles explicam que traumas cranianos, estresse crônico e alterações neurobiológicas, como atrofia do hipocampo, podem mediar o efeito nocivo.
Devido à natureza retrospectiva dos estudos e à subnotificação de abusos, os resultados devem ser interpretados com cautela. Profissionais de saúde são recomendados para avaliar histórico de violência e seu impacto cognitivo, sempre considerando abordagens multidisciplinares.
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Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas a partir da fonte citada.
As informações deste conteúdo são jornalísticas e não substituem consulta com médico, nutricionista ou profissional de educação física.



