Estudo com 460 mil americanos questiona risco de câncer de cólon em alimentos ultraprocessados
Pesquisa aponta que o consumo total de ultraprocessados não eleva o risco de câncer colorretal, mas destaca diferenças entre grupos alimentares.
Um estudo observacional que acompanhou 461.682 adultos norte‑americanos entre 1995 e 2018 analisou a relação entre alimentos ultraprocessados (UPF) e câncer colorretal. Os participantes, com idades entre 50 e 71 anos na inclusão, responderam a questionários alimentares e foram monitorados por quase duas décadas.
Principais achados
Os resultados mostraram que o consumo total de UPF não se associou a um aumento geral da incidência de câncer de cólon. Contudo, ao detalhar os grupos de alimentos, surgiram padrões opostos.
- Grãos integrais, fibras, laticínios e cálcio provenientes de UPF estavam ligados a menor risco.
- Carne processada de origem ultraprocessada mostrou associação com maior risco.
Uma análise simulada indicou que substituir 10% do peso de UPF por alimentos minimamente processados poderia reduzir a incidência em cerca de 2%.
Espaço disponívelSua marca aqui728×90 · In-ArticleConheça o mídia kit →Os autores ressaltam que o estudo, apesar do tamanho e do longo acompanhamento, tem limitações: a maioria dos participantes era idosa e branca, a dieta foi avaliada apenas uma vez e a natureza observacional impede afirmar causalidade. Para decisões alimentares personalizadas, recomenda‑se a orientação de nutricionista ou médico.
Com informações de ScienceDaily — Diet & Weight Loss.
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