Rigidez e impulsividade complicam transtornos alimentares em neurodivergentes
Estudos apontam que até 35% das mulheres com anorexia apresentam traços autistas, gerando sobreposição de rigidez, sensibilidade alimentar e impulsividade.
Comportamentos como aversão a texturas, cores, cheiros e sabores, além de refeições restritas e rotinas rígidas, são comuns tanto em transtornos alimentares quanto em neurodivergências como TEA e TDAH.
Um estudo clínico de 2020 revelou que entre 20% e 35% das mulheres diagnosticadas com anorexia nervosa atendem aos critérios para transtorno do espectro autista ou apresentam traços autistas elevados, indicando forte sobreposição de sintomas.
Abordagem multiprofissional
O tratamento recomendado envolve equipe composta por psiquiatra, psicólogo e nutricionista especializado em transtornos alimentares, podendo incluir educador físico, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. A nutricionista destaca a necessidade de reconhecer fome e saciedade, organizar rotinas e regular emoções sem recorrer à comida.
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- Psicólogo
- Nutricionista especializado
- Educador físico (quando indicado)
- Fonoaudiólogo ou terapeuta ocupacional
Quando há uso de medicação para TDAH que pode reduzir o apetite, a dosagem e o horário devem ser ajustados em conjunto com a equipe médica. "É preciso trabalhar e conversar sobre essas questões com a equipe multidisciplinar", enfatiza o especialista.
Profissionais devem orientar o paciente a buscar acompanhamento especializado, como os programas de Transtornos Alimentares do IPqHCFMUSP (Ambulim) e da Associação Brasileira de Transtornos Alimentares (Astral).
Com informações de Folha — Equilíbrio e Saúde.
Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas a partir da fonte citada.
As informações deste conteúdo são jornalísticas e não substituem consulta com médico, nutricionista ou profissional de educação física.



