Farmácia Popular protege renda das famílias mais vulneráveis
Estudo da USP revela que, entre as famílias que mais gastam, até 12,6% da renda total vai para medicamentos cobertos pelo programa.
Uma análise do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da USP, em parceria com a UFMG, mostrou que o Farmácia Popular funciona como política de proteção da renda, além de programa de saúde.
Impacto nos orçamentos familiares
Usando dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017‑2018, os pesquisadores constataram que a metade das famílias que adquirem os itens cobertos gasta até 0,7% da renda total. Porém, nos 5% mais afetados, a despesa chega a 12,6% da renda, representando 45,8% da renda disponível. Cerca de 1,14 milhão de lares ultrapassam 10% da renda, critério de gasto catastrófico definido pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
- As famílias mais pobres (10% de menor renda) respondem por 16% do grupo mais onerado.
- Absorventes são o item mais adquirido entre os mais vulneráveis; medicamentos para hipertensão predominam a partir do quinto décimo.
Monica Viegas Andrade, coordenadora da nota técnica, destacou que “já ultrapassam esse limiar apenas com gastos com itens cobertos pelo programa”. O estudo alerta que cortes no Farmácia Popular podem gerar custos futuros maiores para o SUS, sobretudo entre quem tem menor acesso a diagnóstico e prescrição.
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Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas a partir da fonte citada.
As informações deste conteúdo são jornalísticas e não substituem consulta com médico, nutricionista ou profissional de educação física.



